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978-85-7983-291-8

Música e Ultramontanismo: possíveis significados para as opções composicionais nas missas de Furio Franceschini

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O compositor, maestro e músico Furio Franceschini, nascido na Itália no final dos anos 1800, chegou ao Brasil em 1904, estabelecendo-se três anos depois em São Paulo, onde assumiu o posto de organista titular e mestre de capela da Sé. Com densa formação musical, ele compôs mais de 600 obras – das quais cerca de dois terços constituem-se de música sacra – e participou de polêmicas em torno de tendências musicais com intelectuais como Mário de Andrade, com quem se correspondia.

A partir das seis missas de Franceschini, o musicólogo Fernando Lacerda Simões Duarte analisa as vertentes musicais escolhidas pelo compositor para suas criações. Ele relaciona as missas de Franceschini, todas criadas no Brasil, com o ultramontanismo. Esse movimento religioso surgido na França no século 19 teve como objetivo centralizar o poder da Igreja em Roma, na figura do papa, e proclamar sua transcendência em relação às questões seculares. No mesmo período surgia o cecilianismo, movimento que procurou banir das igrejas a música operística adaptada à liturgia católica, defendendo a criação de uma música sacra exclusiva aos rituais religiosos.

Cultura Acadêmica: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=316