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Guia Acessibilidade - CAPA

Acessibilidade – Mobilidade na cidade de São Paulo

Quando pensamos em uma pessoa com deficiência – física, por exemplo – quase nunca nos damos conta da quantidade de acessos que são necessários para que ela possa ter a autonomia necessária para circular por aí. Por exemplo, para uma pessoa em cadeira de rodas poder chegar ao banheiro, ela precisa de mais de 0,80 cm de largura de um corredor para conseguir passar; é preciso que a maçaneta da porta esteja a até 1 metro e 15 cm do chão; que o vaso sanitário esteja a 0,46 de altura do solo e , ao lado, tem de haver uma barra de transferência a 0,75 cm de altura. Fora, claro, a área de circulação horizontal (ninguém pode entrar de frente e sair de ré de um ambiente), a altura do lavatório, da saboneteira, da torneira, do chuveiro, da banheira… Isso porque nem começamos a falar da angulação das rampas, do nivelamento das calçadas, da acessibilidade nos ônibus, quartos, casas, prédios…

Não, não é motivo para pânico. É motivo para as pessoas pensarem um pouco mais sobre a necessidade de adequar os ambientes para receber dignamente essas pessoas. Para ajudar nessa tarefa, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo – SMPED elaborou o livro Acessibilidade – Mobilidade na cidade de São Paulo.

Mais do que orientar, esse livro pretende ser um manual que pode ser aplicado em todo o Brasil, isso porque segue a NBR 9050/2004, a última versão da norma que versa sobre acessibilidade, organizada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

O grande desafio dessa publicação é colaborar para a inserção da pessoa com deficiência na sociedade por meio da promoção do Desenho Universal, conceito que garante plena acessibilidade a todos os componentes de qualquer ambiente, respeitando todas as pessoas.
Numa linguagem simples, que possibilita a consulta tanto por profissionais de arquitetura e construção quanto por qualquer cidadão que se interesse pelo tema, estão dispostas informações extraídas de normas técnicas nacionais e internacionais, legislação vigente, além de orientações elaboradas pela Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), órgão ligado à SMPED.

Mudar a cidade será uma proposta real quando todos pensarem na acessibilidade com a mesma naturalidade em que pensam construir suas casas ou lojas com quatro paredes e um teto. São Paulo será uma cidade para todos quando o respeito pela diversidade humana estiver arraigado em sua cultura. É preciso mudar a filosofia, da causa à conseqüência, para que a atitude da sociedade seja transformada.
Faça o dowload (parte 1 e parte 2) do Livro Mobilidade Acessível.

SMPED: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/pessoa_com_deficiencia/noticias/?p=12360